segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Depende de nós

Gostaria muito de saber se a Rede Globo repassa os valores pagos pelos anunciantes no horário de exibição do Criança Esperança para a Unesco. Será que os artistas fazem os shows e não cobram nada?
Todos sabemos que os anunciantes pagam com antecedência, mensalmente ou até mesmo semestralmente e que isso consequentemente, requer um estudo detalhado sobre a grade de programação mês/semestre. Tendo em vista estes entraves de informações implícitos, seria interessante que: caso não haja repasse financeiro total da parte da Globo para a Unesco no horário de exibição do ''Criança Esperança'' que, eles (Marinhos), assim o façam. Afinal, "Depende de nós que o circo esteja armado, que o palhaço esteja engraçado, que o riso esteja no ar, sem que a gente precise sonhar''

A gente se vê por aqui.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Coisas que eu não aguento

Poxa vida, como é difícil ver, ler e engolir determinadas situações em nosso cotidiano e ficar calado. Ficamos calados porque não temos recursos suficientes para atormentarmos quem nos enche o saco com freqüência.
Antes de começar a listar os insultos diários, gostaria de deixar claro que ‘’A mítica do forasteiro’’ é um blog com opinião completamente pessoal e se dispõe a ler críticas e elogios nos comentários.
No fim das contas é preferível deixar registrado por mim, um ilustre desconhecido, as mazelas e cretinices de nosso povo, cultura e País do que engolir as pererequinhas que todos nós cidadãos quase honestos, diuturnamente engolimos.
Tem coisa mais insuportável que acordar com Ana Maria Braga passando mensagens com aquela cara de sono e toda rebocada, de como a vida é linda e maravilhosa? A vida dela realmente deve ser maravilhosa afinal de contas, ela faz um programa ridículo, visto por milhões de pessoas que adoram mentiras sinceras.

Seu público abrange diversas camadas sociais que acabam se acostumando com a idéia de um programa pífio que o maior canal de televisão do Brasil põe no ar todas as manhãs. O salário dela é maior do que o da minha vizinhança somada, logo, deve ser lindo, belo, maravilhoso, sublime, pétalas de rosas cheirosas ao cântico do louro José passar mensagens tão celestiais a um povo tão pobre de cabeça. Viva nossa Diva Ana!
Outra coisa que me intriga é assistir os três poderes de nosso Brasil pular e cantar ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar. Os três se dão as mãos com seus escudos impenetráveis e não há ser neste País que consiga sequer enxergar o que se passa por lá, tamanha a proteção (um por todos e todos por um), vanguarda e manipulação que se tem lá dentro.
Resumindo, um cria a lei, outro executa e há ainda quem julga. Imaginem a seguinte situação: Eu crio uma lei que contém a informação que eu, tu, eles (Legislativo, Executivo e Judiciário) devemos ganhar 40% mais do que ganhamos porque sabe como é... a jornada de trabalho anda difícil para o nosso lado. E sabemos que, a economia está fortalecida, que o Brasil está voando, que esse povo tá comprando ''prá caramba'' e então precisamos repassar um valor maior para nós (L.E & J).
Recomendo às indústrias de brinquedos infantis que criem um jogo de super trunfo com todos os nossos super heróis que tanto suprem nossos anseios. Seria muito didático e divertido (educação) ver nossos queridos filhos sentados no tapete da sala jogando super trunfo e disputando quem tem o poder maior, Iuuupi!
Agora vamos falar dos anarquistas anti-americanos que usam calças da Levi’s. Sim, são pessoas muito bem informadas. E os economistas que dizem exaustivamente que a China será a nova economia do mundo? É divertido assistir aqueles caras (economistas) cheios de pompa falando como se fossem vários Nostradamus em escala menor e com reprodução gafanhotária (eu gosto de inventar palavras).
Quer coisa pior que o Kassab (prefeito de São Paulo) falando sobre sua majestosa obra ‘’cidade limpa’’? Por que ele não tira os postes da cidade? Será que não limparia muito mais que os outdoors que foram retirados? Deve ser caro, não? Mas São Paulo não é a cidade mais rica da América Latina? Gostaria de entender qual é a necessidade do governo em deixar caixa para seu sucessor sendo que a cada mês, a conta multiplica os zeros.
Gostaria de saber, o que a Cláudia Leite foi fazer na área VIP do show dos Rolling Stones em Copacabana em 2006? Sabe, muitos artistas renomados sofrem influências de outros para comporem suas músicas. Eu fico imaginando a Cláudia Leite escrevendo suas poesias ao som dos Stones ou Bob Dylan.
E aqueles seres estranhos que usam 27 piercings no rosto? Se aquilo for uma forma de protesto, tenho uma lista de sugestões guardada em meu HD. Acho que é falta de laço (como diria meu pai). Se bem que agora não podemos mais bater em nossos filhos que estaremos infringindo nossa lei que tanto tememos e respeitamos.
Acho que estou cansado de escrever. Ficam aqui as coisas que me aborrecem. Insisto que devemos respeitar todas as opiniões e tentar com muito diálogo, introduzir as ideias mais coerentes nas cabeças de quem os ventos fazem a curva.
Para terminar, imaginem tal tortura: Seus filhos jogando super trunfo (3 poderes) com os amiguinhos da escola com a TV ligada no Mais Você emitindo o som das pétalas e sua empregada lavando louça cantando músicas da Claudinha. Acho que deu!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Política, Pantanal e perseverança...



O piano toca e eu começo a escrever. O vento bate e as folhas caem mostrando que ainda há um resquício de outono neste calor invernal. Hoje briguei com meu pai e quando isso acontece, meu dia se torna demasiadamente desinteressante. Assim como mãe, pai também só tem um, pena o meu estar tão em dissintonia com minhas ondas que se perdem nesse espaço que ninguém sabe o tamanho.
Neste último final de semana fui para Corumbá, cidade do MS que faz fronteira com a Bolívia, no meio do Pantanal. No caminho, vi inúmeros jacarés que tomavam sol beirando os ‘’mini pântanos’’ desta época do ano. Árvores secas que enfeitavam a beira da estrada, tucanos, papagaios, araras, tuiuiús (ave grande, típica da região), onças, e sucuris integram a formação desta grande região do Brasil. Um povo que é formado por uma mistura de índios bolivianos, brasileiros e colonizadores do sul do Brasil.
No hotel, muitos turistas de diferentes regiões do Brasil e do mundo. Fazia tempo que não usufruía daquelas imensas mesas de café da manhã, foi legal! Numa das manhãs que passei por lá, enquanto esperava meus companheiros de trabalho descerem dos quartos, fumava meu cigarro e conversava com uma boliviana que vendia roupas e tecidos. Surpreendeu-me a vontade que aquela mulher tinha de superar os baixos da vida. Não que ela possuísse altos mas, de qualquer forma, nossas cabeças sempre produzem sonhos que um dia, dependendo de nossas posturas, podem ser realizados com êxito.
Nesta viagem também vi um travesti vestido de freira que esperava a chegada do Governador do Estado no aeroporto. Foi uma mistura de engraçado, com ridículo e bizarro, ainda não defini o que achei daquela aberração da natureza. A briga de cotovelos é intensa para disputar uma boa posição para os flashes. Às vezes me pergunto como pode uma pessoa idolatrar um político? Ou ainda mais profundo que isso, esperar ansiosamente uma pessoa que nem sequer sabe da existência de quem o espera?
Não acho isso de todo ruim, porém encontrar idolatria política é um passo para a desordem, caso isso chegue ao meio da balança, pois na maioria das vezes isso pende para o lado dos maiores, os mais politizados, cultos e por aí vai! Essa balela que a gente ouve sempre! O fato é que, quem vota no ídolo, come carniça e a carniça é o próprio ídolo. Assim, podemos fazer uma analogia com o nosso grande Pantanal que, quando um animal morre na estrada, logo vira comida para os corvos (abutres, urubus, etc.) e a gente vê um monte de corvos ao redor da carniça, semelhante ao deslumbre que presenciei no aeroporto regional de Corumbá.
De uma forma geral, a viagem foi maravilhosa. Tudo que vi também foi (a gente sempre aprende com os olhos e ouvidos), a companhia estava ótima e a boliviana local me ensinou um pouco sobre perseverança, que Deus ajude aquela moça. Não sei onde estarei amanhã, mas assim que possível, postarei algumas fotos que tirei e mais comentários infames, parecidos com alguns que rodam por aí. Um pouco mais autêntico e ignorante talvez.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tempo?


De tempos em tempos nossos objetivos, sonhos, pensamentos e atitudes mudam. Saber que existe um relógio pronto para despertar enquanto estamos na paz de um sono bem dormido é algo que nos remete a uma obrigação cotidiana.

Computador, celular, GPS, etc., são tecnologias de prateleiras que são lançadas para satisfazer o impulso do tempo nas pessoas. Décadas atrás não existia celular e todos no entanto, viviam bem sem se preocupar aonde deveriam estar passando seu tempo. Embora naquela época existisse relógio, o relógio não estava imerso dentro de um telefone móvel que além de hora, disponibiliza também o seu lugar no mundo. É como se a todo instante alguém te observasse e necessitasse saber onde você se encontra naquele determinado momento.

Nós, seres humanos, observamos os anos que passam e a cada ano, costumamos dizer que há uma sensação daquele determinado ano ter passado mais rápido do que o anterior. Essa sensação que a ciência provavelmente chama de teoria do “sei lá o que”, mostra o quão rápidas e ansiosas andam nossas cabeças e tudo vai ficando tão louco e tão contraditório que por vezes passamos a caminhar contra o tempo, como se ele em determinado momento não existisse.

Às vezes, quando ando de ônibus e principalmente de metrô, vejo um mundo à parte enquanto as pessoas esperam seu destino. Saber que todos que ali se encontram, irão em poucos instantes estar cada um na sua casa, escritório, consultório e, provavelmente, minutos após, um rosto bonito no meio da multidão será observado por um... será esquecido por outro...

Os ensinamentos que levamos dessa vida maluca se destinam a nossa caixa de memória ou caixa do tempo. O tempo fala por si e para ele pouco importa se está sendo cronometrado ou não. Para ele não há incertezas, elocubrações, paranóias e situações do gênero. Todos os dias são iguais e os ventos que nos congelam o rosto em um dia de frio, amenizam o calor insuportável do sol escaldante de alguém que trabalha sob Ele.

Neste mundão de meu Deus há relógios por todas as partes e cada um com sua tarefa. Um está incumbido de se mostrar visível aos olhares turísticos de quem passa na praça, outro cumpre sua função de acordo com os honorários prestados. Que imaginação criar a hora, não? Imaginem que ontem à noite, enquanto lia meu livro deitado na rede, por alguns minutos olhei para o céu estrelado e pensei que o ontem, a mim foi entregue de maneira tardia, porque ainda hoje lembro dele como se fosse meu amanhã.

Por este tempo que não volta, termino este texto chato dizendo que o meu tempo cobrou minhas palavras que foram desperdiçadas ao ouvido de quem mais gostaria que entrasse. O meu tempo é diferente do resto do mundo e vice-versa, mas no fim das contas, Ele, o tempo, não se perde!

terça-feira, 27 de julho de 2010

A ave amiga


Hoje olhei para o céu e vi um avião. Seu rumo de acordo com a rosa dos ventos, mostrou que ele partira rumo ao meu sonho, afinal de contas, todos que daqui partem, vão pra lá!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Razão & Emoção


Este tema geralmente nos vem à cabeça quando fazemos questionamentos a respeito dele. Existe um amor racional? Existe uma razão amorosa? É como se nosso corpo andasse em dois caminhos o tempo todo, o caminho da razão libera o conformismo adequado e pertinente a tudo aquilo que se vê e não se pode tocar. Já o coração habita perto de, ''parentes'', os outros órgãos que, por sua vez, adoram sua ilustre presença, afinal de contas, ele bate, bate e só pára quando Deus deseja. Já a razão fica dentro de uma caixa, isolada e intocável com seu poderoso saber e dona do comando, sempre achando que a medida a ser tomada prevalecerá diante dos mais difíceis desafios da vida.
Estudiosos dizem, que quando ouvimos música nosso sistema cardíaco se adequa ao batimento musical, quando realmente nos envolvemos com determinada música (muitas terapias usam isso hoje em dia).
Coração fala, chora e grita. Razão manda, desmanda e bota de castigo. As horas passam e o coração atende às nossas vontades, loucuras, prazeres. A razão é entendimento; coração é sabedoria. Quanto mais buscamos o entendimento mais nos observamos e chegamos à conclusão que somos ignorantes. A sabedoria não se busca, é um presente divino.
Hoje ouvi que meu amor é avião! Bem, antes ser avião e voar do que andar a pé e na faixa de segurança....
Um homem qualquer observa os rostos em meio à multidão e de repente, sorrateiramente, um intruso chega e pergunta: Para onde eu vou? Então o homem, coberto de razão responde: Não é da minha conta! Já o emocionado responderia: Depende de onde você gostaria de passar o resto de seus dias...
Sabe, eu sou uma pessoa que não penso com a razão, faço tudo pelo coração. Não consigo andar na rua de uma cidade perigosa raciocinando o quanto aquilo pode ser perigoso. Eu vou, fui e continuarei indo para onde tiver que ir, sempre com meu coração comandando a minha vida.
Minha última namorada é completamente diferente de mim, pensa com a razão e quando paro para refletir, vejo que isso é interessante do ponto de vista de um casal. Quando há um elo entre duas pessoas, o que deve ser avaliado é a condição para tal harmonia. Quando uma pessoa é racional e se une a outra completamente emocional, há muitas chances de crescerem e amadurecerem juntos.
Imagina na criação dos filhos? O filho chega e diz: Vou viajar com meus amigos. A razão responde: Não vai não... com quem, para onde? Já o coração, diz: Divirta-se e pense em mim, quem te criou!
Minha experiência mais recente relacionada a este tema foi na minha última passagem por São Paulo. Fui, porque tinha médico marcado e havia completado 2 semanas do término do namoro. O coração subia todo santo dia pela boca com vontade de vê-la a todo instante. Já a razão sempre prudente e segura de si, me dizia: Você está sem dinheiro e pode arrumar uma receita aqui mesmo em Campo Grande. O que eu fiz? Fui, logicamente! Chegando em São Paulo, observei o quão fria estava a cidade e fui recepcionado por uma blitz policial que quase me deixou sozinho as 03:00 da manhã em pleno Lgo. da Concórdia, no Brás. Aquilo começou bem para mim. No fundo, achei graça e falei: Que loucura não? Os dias passaram e minha vontade de reatar o namoro com minha ex-namorada era grande. Imaginava meu ato impulsivo um tanto quanto heróico, romântico e salvador da pátria. Mera ilusão! tamanha foi a decepção, que resolvi escrever este post falando sobre os desacordos entre um e outro. Não guardo mágoas porque aprendi a ser assim, porém, penso que se fosse ao contrário isso nunca teria acontecido.
Já dirigi uma Kombi completamente adulterada com 17 anos em plena rodovia BR 101. Acreditem, a Kombi era tão chave de cadeia que só faltava uma placa nela contendo a seguinte palavra: Prendam-me! Passei o Natal com uns amigos, embaixo de chuva, trocando o pneu dela, acreditem! Até o macaco quebrou! O Triângulo sinalizador voava quando um caminhão em alta velocidade passava. 23:30, véspera de Natal, no meio do nada. Foi muito louco!
Certa vez, entrei dentro de um túnel de trem com mais 3 grandes amigos. Tínhamos em mãos apenas velas (aquelas de macumba e de iluminação para quando falta luz em casa) e na cabeça, obviamente, não tínhamos nada! À medida que os metros iam passando no túnel completamente sombrio, a gente acendia uma vela e grudava no trilho. Quando as velas acabaram, nossa coragem e adrenalina persistiram. Há uns 400 metros do fim do túnel olhamos para trás e vimos um cenário de filme de terror: As respectivas velas faziam sua pequena iluminação frente à parede do túnel e logo se fazia trevas outra vez dando continuidade à outra luz apenas na vela seguinte. Algo único e surreal. Em determinado momento, um amigo disse: Olha! a luz! Acho que já estamos próximos do final do túnel. Eis que, no mesmo instante a buzina do trem toca ensurdecedoramente!!! Eu corri, ele correu, nós corremos! Se fossemos pelas beiradas, tropeçaríamos nas pedras, se fossemos pelo trilho, teríamos um pouco mais de agilidade. Eu decidi ir pelos trilhos até onde desse naquele instante. Acreditem, não deu muito e a buzina soava novamente há uns 5 metros de meus ouvidos. Enfim, estou aqui vivo para contar. O trem passou e enquanto ele passava a única coisa que eu fazia era orar para meu Deus pedindo perdão de meus pecados por que queria subir pro ''céu'' caso eu morresse.
Este é um caso que relata a situação que eu nunca mais esqueci e que se tivesse um pingo de juízo (razão) não teria acontecido. Resumindo....Que bela EMOÇÃO!
Se você possui uma razão forte para ter lido até aqui, delete tudo da sua cabeça porque no mínimo, não vale a pena se arriscar.
Se você curte a emoção procure um trilho para caminhar e vá com Deus!